O peso do diploma
não é mais a comprovação única de competência.
Formado em Direito e Comunicação Social com especialização e mestrado, Gustavo Sèngès deu aulas no Ibmec RJ; é
executivo da HigherRight
Profissional mapeia talentos brasileiros para empresas estrangeiras que
oferecem vagas remotas
Então, pelo que
você está dizendo, o diploma universitário tem menos peso no processo de
contratação?
Sou profundamente
a favor da educação. Fiz duas graduações, especialização, mestrado stricto
sensu e dei aula em faculdade.
Então, seria
leviano da minha parte afirmar que o diploma não tem mais validade. Não é isso.
O papel da universidade e da formação acadêmica vai muito além do diploma em
si. Ensina responsabilidade, cria networking e daí a importância de as pessoas
pagarem tão caro para estudar em Harvard, e não em uma universidade pequena do
interior do
Texas. O que mudou
foi o peso do diploma como comprovação única de competência. Na minha época, o
inglês era comprovado com certificado básico, intermediário, avançado.
Hoje isso não faz
sentido.
O inglês precisa
funcionar. Não basta dizer “eu entendo, mas não falo”. O objetivo é se
comunicar e desempenhar bem. O mesmo acontece com a formação universitária. Não
importa tanto se a sua engenharia é mecatrônica ou civil.
O que interessa é
se, para aquela função, você sabe executar o trabalho, se consegue se comunicar
e se resolve os problemas da área para aquilo que foi contratado.
Qual o conselho
deixa para os profissionais que querem entrar, ou se consolidar, nesse modelo
de trabalho?
Gosto de chamar
isso de “novo mundo do trabalho”, porque esse futuro chegou. A gente vive uma
das maiores transformações do trabalho das últimas décadas.
Então, aprenda sobre esse
mercado. Seja curioso. Carreira não é chegada, é jornada. Não existe um ponto
final em que você chega, abre uma garrafa de vinho e pronto. Sempre haverá
outra montanha.
O segredo é se divertir no processo. Então, seja bom na sua
área, fale inglês bem, domine ferramentas de comunicação e colaboração, seja um
profissional autônomo, que não precise ser micro gerenciado.
O ESTADO DE SÃO PAULO