Mercados desconfiam que IA pode
provocar desemprego e forte queda na renda do trabalhador
Por trás das quedas das bolsas em alguns dos últimos dias no Mundo está
um post que viralizou.
O texto da Citrini Research é escrito como se
fosse um relatório tornado público no dia 30 de junho de 2028. Ele relata um
mundo com desemprego de 10,2% e queda de quase 40% do S&P (índice das ações
das principais empresas listadas nos EUA).
Em apenas dois anos, os mercados
iriam de uma euforia com a inteligência artificial a uma profunda crise
provocada pela ascensão da tecnologia.
Segundo os autores, a inteligência artificial provocaria desemprego em
massa entre trabalhadores de colarinho branco — atividades ligadas à
administração e gerenciamento.
A produtividade das empresas teria um salto com
robôs sendo mais eficientes do que trabalhadores — já que agentes de IA
"não dormem, não tiram dias de folga por doença e não precisam de plano de
saúde".
No entanto, isso geraria um "PIB fantasma": ganhos
massivos de produtividade, mas com queda enorme nos salários reais, já que os
trabalhadores substituídos teriam que buscar empregos com rendimentos menores.
O texto descreve uma "espiral de substituição da inteligência humana"
que teria acontecido a partir de 2026, no cenário fictício.
"As capacidades de IA melhoraram, as empresas precisaram de menos
funcionários, as demissões de profissionais de escritório aumentaram, os
trabalhadores demitidos gastaram menos, a pressão sobre as margens levou as
empresas a investir mais em IA, as capacidades de IA melhoraram… É um ciclo
vicioso sem freio natural."
Mas há um contraponto. Ou seja, ao noticiar o tal relatório algumas das
mídias questionam a sua real seriedade.
VALOR