AÇÕES TRABALHISTAS


O Brasil registrou 2,3 milhões de ações trabalhistas em 2025, um aumento de 8,7% em relação a 2024. Esse crescimento não aconteceu por acaso.

Em 2021, o STF derrubou a regra que previa o pagamento de custas por quem perde a ação. Com isso, o incentivo econômico mudou. 

Quando não há custo para perder, mais processos passam a ser movidos, inclusive aqueles que antes não seriam.

Esse aumento de litígios não fica restrito ao Judiciário. Ele se espalha pela economia. Empresas incorporam esse risco jurídico aos seus custos. 

O resultado aparece em salários menores, preços mais altos e, no fim da cadeia, mais inflação. Para conter essa inflação, os juros sobem.

Não se trata de ser contra o trabalhador. Pelo contrário. Trata-se de criar um sistema que funcione melhor para quem tem razão. 

Regras que desestimulam ações sem fundamento ajudam a proteger direitos legítimos e tornam a justiça mais eficiente e sustentável.

Se quisermos uma economia com preços mais baixos, salários melhores e juros menores, precisamos alinhar os incentivos. Um sistema que premia quem tem razão e desestimula o uso excessivo do Judiciário beneficia toda a sociedade.




RICARDO AMORIM
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