CHUMBO TROCADO


Espionagem, roubo de informações e pagamentos para coletar detalhes sobre os concorrentes.

Parece exagero, mas essas são algumas das acusações trocadas por empresas que disputam o domínio do setor de delivery brasileiro.

De um lado… Está o iFood, gigante que detém cerca de 80% do mercado brasileiro de entrega de alimentos.

O CEO, Diego Barreto, disse ao Financial Times que identificou um "esforço coordenado" para roubar segredos comerciais de sua empresa. Segundo ele, os incidentes começaram por volta da época em que a 99Food e a Keeta anunciaram planos de entrar no Brasil.

Segue o líder. O iFood lidera o setor de entregas por aqui e faz grandes investimentos para enfrentar seus rivais.

A companhia desenvolveu um modo “Turbo”, que prevê a entrega de alimentos entre 10 e 20 minutos e prevê um aporte de R$ 17 bilhões até março do ano que vem.

Do outro… Está a Keeta, da gigante de entregas da Meituan. A empresa, novata no mercado brasileiro, começou a operar oficialmente em 1º de dezembro de 2025.

Segundo o CEO, Tony Qiu, eles não realizam as práticas citadas pelo concorrente. Ele também afirma ter sido alvo de atividades desleais no último ano.

Em outubro passado, ele disse que um grupo de oito a dez pessoas visitou vários restaurantes "fingindo ser funcionários da Keeta".

Em busca do topo. A companhia prevê investir R$ 1 bilhões no Brasil e avalia implementar até drones para quebrar a liderança da entregadora vermelha.

Enquanto isso... No ano passado, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu monitorar os aplicativos iFood, 99Food, Keeta e Rappi para acompanhar o mercado de delivery.



FOLHA MERCADO
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