Solidão também é uma questão de longevidade.
Falamos muito sobre viver mais.
E, felizmente,
hoje já sabemos que isso exige cuidar da saúde, das finanças e da autonomia.
Mas existe um assunto que quase sempre fica para depois: a nossa vida social.
Com o passar dos anos, o círculo de convivência
naturalmente muda. Os filhos crescem, os amigos seguem seus caminhos, algumas
pessoas se vão e outras simplesmente deixam de fazer parte da rotina.
É da
vida. O problema é quando percebemos que, sem perceber, fomos ficando com cada
vez menos gente por perto.
E aqui existe uma certa ironia: passamos décadas
planejando a aposentadoria, fazendo contas para o futuro e pensando em como
viver mais.
Mas quase nunca fazemos as contas de quantas pessoas queremos ter
para dividir esse futuro.
Solidão não é apenas estar sozinho. É também a
falta de vínculos, de conversa, de convivência e de alguém que faça diferença
na nossa rotina.
E isso também deveria entrar na conta quando pensamos em
longevidade.
Porque não adianta planejar viver mais se não
pensamos em como queremos viver esse tempo.
Talvez seja por isso que falar de solidão também
faça sentido em setembro.
O Setembro Amarelo nos lembra de uma coisa que
deveria ser óbvia o ano inteiro: saúde mental também depende das relações que
construímos e mantemos ao longo da vida.
NILTON
MOLINA | Presidente do
Instituto de Longevidade MAG
INSTITUTO LONGEVIDADE