PENDURICALHOS



O teto constitucional do funcionalismo público é de          R$ 46.300 por mês. No papel, parece claro. 


Na prática, não é o que acontece.

Por meio de verbas indenizatórias, gratificações, auxílios, licenças convertidas em dinheiro e pagamentos retroativos, muitos servidores acabam recebendo muito acima desse limite. 


Esses valores ficam fora do teto e, na prática, esvaziam a regra.

Nos últimos 12 meses, mais de 50 mil servidores receberam acima do teto constitucional. Só o valor que excede esse limite custou mais de R$ 20 bilhões. 


Entre os maiores salários, oito dos dez vieram do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, todos de servidores já aposentados.


Isso não é um caso isolado, é um padrão que se repete. Cada gasto desse tipo significa menos recursos disponíveis para áreas essenciais como saúde e educação.

Se a proposta é ter um Estado mais eficiente e equilibrado, o teto precisa deixar de ser uma referência teórica e passar a ser cumprido de fato. 

Regra que não vale para todos, o tempo todo, deixa de ser regra.

 

RICARDO AMORIM



INSTITUTO LONGEVIDADE
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