ECONOMIA


📊 Os asteriscos no tesouraço de Flávio

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) diz ter um plano para cortar despesas e impostos. O objetivo é tentar diminuir a dívida bruta, que chegou a 82,9% do PIB. O montante equivale a R$ 11,1 tri.

O ajuste fiscal pouparia ao governo cerca de 2% do PIB, ou R$ 250 bi. Para atingir esse volume, a ideia é conter as principais despesas obrigatórias da União:

•      Desvincular os reajustes da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada do ganho real do salário mínimo.

•      Acabar com os pisos constitucionais de saúde e educação. São valores mínimos obrigatórios que o governo deve gastar nessas áreas.

O senador não confirma publicamente que fará essas mudanças. Ontem, disse que vai reajustar as aposentadorias do INSS acima da inflação.

Sim, mas... Como o Orçamento Federal é quase todo comprometido com gastos obrigatórios, uma economia dessa magnitude não é viável sem mexer nos benefícios previdenciários e sociais, dizem analistas.

•      Até agora, a campanha do candidato fala em enxugar cargos e ministérios, vender imóveis da União e combater fraudes em benefícios.

•      As medidas, porém, não conseguem chegar ao valor esperado.



FOLHA MERCADO
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