🎰 Bets passam a faca
Desde a medida provisória que veta as bets no Brasil, pelo menos 36
empresas autorizadas a funcionar fizeram rodadas de demissões.
O levantamento é da Amig (Associação de Mulheres da Indústria do Gaming)
e foi obtido pela Folha.
• No total, 188 marcas tinham licença para operar.
Parte do setor articula uma ofensiva na Justiça e acredita que a norma
pode ser revertida. Alguns executivos, porém, dizem que companhias com menos
fôlego financeiro devem encerrar as atividades permanentemente.
Essa não é a realidade de todas as bets. Empresas com caixa acumulado,
como Betano e Superbet, estão retendo suas equipes sob o argumento de que seria
difícil repor a mão de obra.
A pauta é cara a Lula, que disputa um segundo turno apertado contra
Flávio Bolsonaro. As apostas online são apontadas pela equipe do petista como
parte da explicação para o endividamento da população.
• 82% das famílias brasileiras possuem débitos, segundo dados da Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
• R$ 62,5 bi foram perdidos pela população em 2025, mostra estudo.
Do outro lado… Clubes de futebol argumentam que perderam uma receita
importante que vem das bets, e o Ministério da Fazenda diz que as casas de
aposta eram uma fonte relevante de arrecadação de impostos, cerca de R$ 12 bi.
Esse assunto não para por aqui. Separei mais leituras sobre o tema:
➝ 11 mil. Esse é o número de bets ilegais que foram derrubadas
desde o veto do governo.
➝ Novos patrocinadores. Emissoras de TV procuram varejistas para
compensar perdas.
FOLHA MERCADO