Investimentos de pessoas físicas crescem no 1º
semestre de 2026, com impulso de títulos públicos
- Movimentação totaliza R$ 9,1 trilhões no período, alta de 6,4%
- Títulos públicos lideram altas do semestre entre ativos, com avanço
de 32,9%
Os
investimentos de pessoas físicas no Brasil cresceram 6,4% no primeiro semestre
de 2026, atingindo R$ 9,1 trilhões, revelam dados da Anbima (Associação
Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados
nesta quinta-feira (3).
O
avanço foi impulsionado principalmente por títulos públicos e CDBs (Certificados de
Depósito Bancário), que cresceram 32,9% e 8,5%, respectivamente.
Em valores, a
alta corresponde a R$ 86,6 bilhões em títulos públicos e R$ 113,1 bilhões em
CDBs no período.
O
movimento acompanha o patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14% ao ano. Com juros altos, as aplicações de renda fixa tendem a ganhar
atratividade entre os investidores.
A previsão de economistas consultados pelo Boletim Focus na última segunda-feira (1º) é
de que a taxa termine 2026 em 13,75% ao ano.
O patamar ainda elevado deve
manter a atratividade da renda fixa e limitar a concorrência com investimentos
de renda variável, como ações.
Não à toa, a renda fixa representou 60% do volume
total investido no período, o equivalente a R$ 5,5 trilhões.
FOLHA DE SAO PAULO