INFLAÇÃO


📉 Abaixo do teto

A inflação do Brasil desacelerou pelo quarto mês seguido. Em julho, o indicador atingiu 0,07%, o patamar mais baixo de 2026.

      4,44% foi o acumulado dos últimos 12 meses.

      Esse resultado ficou abaixo do limite perseguido pelo Banco Central pela primeira vez desde que atingiu o teto, em maio.

O Conselho Monetário Nacional define a meta e a autarquia precisa adotar medidas para manter a inflação dentro do esperado. O valor atual é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.

O que explica o resultado de julho? A queda nos preços de alimentos e combustíveis.

É comum que a oferta de comidas aumente neste período do ano —o que empurra os preços para baixo, segundo especialistas.

Os combustíveis, no geral, acumularam três meses seguidos de queda. Etanol e óleo diesel caíram 2,26% e 1,22%, respectivamente.

Isso é bom? Sim, mas podia ser melhor. A expectativa do mercado era de uma inflação, em média, de 0%.

O BC reconhece a queda, mas teme que a atividade econômica aquecida e um possível aumento nos preços do petróleo possam pressionar os valores dos bens e serviços.

E isso importa… Porque, se a inflação está elevada, a autarquia pode aumentar ou manter a Selic para frear o consumo. Se o indicador está sob controle, pode haver um caminho para cortar os juros.



FOLHA MERCADO
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