📈 Petróleo subiu, rendimento explodiu
O rendimento dos títulos públicos americanos
disparou. Na máxima:
• O retorno dos
ativos com vencimento em 10 anos atingiu 5,017%, maior nível desde outubro de
2023.
• Já o de
instrumentos que vencem em 2 anos bateu 4,677%, maior patamar desde julho de
2024.
Os papéis são emitidos pelo governo para financiar
gastos públicos. Eles pagam um ganho que varia com o preço: se as taxas estão
altas, os ativos estão desvalorizados —e vice-versa.
O que explica? A alta na rentabilidade foi
impulsionada, em parte, pelos efeitos da guerra do Oriente Médio. O conflito
entre Irã e EUA esquentou, e agora ataques às estruturas de petróleo na Arábia
Saudita ameaçam o abastecimento do óleo.
Quando surgem indicadores de que a inflação pode
disparar, o mercado projeta que o dinheiro a ser recebido no resgate dos
títulos perderá valor no futuro. Para aceitar correr esse risco, investidores
passam a exigir taxas de retorno mais altas.
Para forçar um aumento no rendimento, investidores
reduzem a procura por essas aplicações e vendem os títulos até que a
rentabilidade atinja o patamar desejado.
Governo de olho. Na semana passada, o Tesouro
comprou de volta US$ 5,2 bi em papéis com vencimento entre 10 e 20 anos.
A ação tinha como objetivo conter a disparada dos
juros, mas não obteve sucesso.
↳ O rendimento dos
títulos afeta até a vida de quem não investe. Entenda por que isso acontece.
FOLHA MERCADO