Estímulos governamentais devem impulsionar a
retomada do PIB no 1º trimestre.
Nesta sexta-feira (29), o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do PIB do Brasil referente
ao primeiro trimestre de 2026.
Na SulAmérica Investimentos, projetamos um
índice com crescimento de 1,1% na margem (em relação ao trimestre anterior), o
que marcaria a retomada da atividade após dois trimestres de virtual
estabilidade.
Na comparação interanual, esperamos uma alta de 1,8% em relação
ao mesmo período do ano passado.
Avaliamos que essa reaceleração da taxa de
crescimento no início do ano está atrelada, fundamentalmente, aos estímulos
governamentais.
A injeção de crédito, somada a subsídios e medidas de suporte à
renda — com destaque para a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e
aos saques do saldo do FGTS —, gera um impacto positivo de curto prazo com
forte potencial para este ano .
Em relação às aberturas, sob a ótica da oferta, o
setor de serviços deve manter um comportamento resiliente.
Já o setor
industrial deve apresentar uma forte recuperação após recuar 0,7% no trimestre
anterior, impulsionado principalmente pelo segmento extrativo mineral.
Pela
ótica da demanda, o principal motor de crescimento deve ser o consumo das
famílias, impulsionado pela expansão recente da massa salarial e dos
rendimentos.
Para os próximos meses, a perspectiva é de que o
governo mantenha e até intensifique a agenda de estímulos fiscais e
parafiscais.
Observa-se uma clara aceleração na adoção de medidas de suporte à
economia, evidenciada por quatro anúncios governamentais em um intervalo de um
mês.
Como exemplo dessa ofensiva governamental, a última
medida divulgada viabilizou um aporte de até R$ 30 bilhões em crédito
subsidiado via BNDES, com foco específico em taxistas e profissionais de
aplicativos.
A iniciativa integra um pacote abrangente desenhado nas semanas
anteriores, que também contempla linhas de financiamento para a aquisição de
maquinário agrícola e veículos pesados, além do relançamento do programa
Desenrola, voltado à reestruturação de passivos de famílias endividadas.
Em síntese, avaliamos que o balanço líquido dessas
injeções de recursos terá um efeito estruturalmente positivo na formação do PIB
de 2026.
A expectativa é de que uma fatia significativa desse volume financeiro
seja rapidamente canalizada para a economia real, refletindo na expansão do
consumo e no fomento aos investimentos.
Destaques da semana
Brasil
No panorama doméstico, a semana apresenta o
resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, a prévia da
inflação oficial (IPCA-15) e um conjunto de dados relativos ao mercado de
trabalho, crédito e contas públicas.
• Segunda-feira: Relatório Focus;
IPC-S CPI (3ª semana de maio); Balança Comercial (3ª semana de maio).
• Terça-feira: FIPE CPI (3ª
semana de maio); Conta Corrente (abril).
• Quarta-feira: IPCA-15 (maio).
• Quinta-feira: IGP-M (maio);
Dados de Crédito (abril); Taxa de Desemprego (abril).
• Sexta-feira: Resultado Primário
(abril); PIB (1º trimestre de 2026); Caged (abril).
Estados Unidos
AA agenda norte-americana tem início com feriado,
seguido de uma série de dados relevantes sobre a atividade industrial e de
serviços: inflação (Deflator PCE), segunda leitura do PIB do primeiro trimestre
e um conjunto de discursos de membros da Reserva Federal (Fed).
• Segunda-feira (25): Feriado
Nacional - Memorial Day.
• Terça-feira (26): ADP Semanal;
Índice de Atividade Nacional do Fed Chicago (abril); Índice de Atividade de
Serviços do Fed Filadélfia (maio); FHFA - Índice de Preço de Casas (março);
discurso de Neel Kashkari (Fed); Confiança do Consumidor CB (maio); Sondagem
Industrial do Fed Dallas (maio).
• Quarta-feira (27): Discurso de
Lorie K. Logan (Fed); Índice de Atividade da Indústria do Fed Richmond (maio);
Sondagem Industrial do Fed Dallas (maio); Índice de Atividade de Serviços do
Fed Dallas (maio).
• Quinta-feira (28): Renda e
Consumo Pessoal (abril); Deflator do PCE (abril); Encomendas de Bens Duráveis
(prévia de abril); PIB (1º trimestre – segunda divulgação); discursos de John
C. Williams e Alberto Musalem (Fed); Vendas de Novas Casas (abril).
• Sexta-feira (29): Discursos de
Mary C. Daly, Michelle Bowman e Jeffrey Schmid (Fed); Estoques do Atacado
(prévia de abril); Chicago PMI (maio).
Europa
O calendário europeu também conta com um feriado
(no Reino Unido), além de leituras de inflação e desemprego na Alemanha,
confiança dos consumidores na Zona Euro e uma sequência de intervenções de
dirigentes do Banco Central Europeu.
• Segunda-feira: Feriado Nacional
no Reino Unido - Spring Bank.
• Terça-feira: Discurso de Olaf
Sleijpen (BCE).
• Quarta-feira: Discurso de
Philip R. Lane (BCE).
• Quinta-feira: Discursos de
Piero Cipollone e Isabel Schnabel (BCE); Confiança do Consumidor da Zona Euro
(final de maio).
• Sexta-feira: Taxa de Desemprego
da Alemanha (maio); discursos de Fabio Panetta, Madis Müller e Dimitar Radev
(BCE); CPI da Alemanha (prévia de maio).
Ásia
AA semana na Ásia é inteiramente dedicada aos
indicadores do Japão, abrangendo a inflação de Tóquio, vendas no varejo,
produção industrial, taxa de desemprego e indicador antecedente.
• Terça-feira: Indicador
Antecedente do Japão (final de março); Pedidos de Máquinas do Japão (final de
abril).
• Quarta-feira: PPI de Serviços
do Japão (abril).
• Sexta-feira: Tokyo CPI do Japão
(maio); Vendas no Varejo do Japão (abril); Produção Industrial do Japão (prévia
de abril); Taxa de Desemprego do Japão (abril).
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