ENDIVIDAMENTO


Lula quer mudanças no crédito rotativo diante da alta do endividamento da população

  • Com popularidade em queda, governo defende mudanças nas regras para ter novos limites no cartão
  • Medidas para reduzir os juros do novo consignado privado também estão em estudo

Pressionado pelo impacto negativo da alta do endividamento das famílias na sua popularidade em ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer mudanças para reduzir o custo do rotativo do cartão de crédito.

O tema foi discutido em reunião do presidente com a cúpula do Executivo na semana passada, que avaliou as principais fontes de desgaste do governo no cenário eleitoral. 

Nova reunião aconteceu nesta terça-feira (24) com integrantes da equipe econômica.

O diagnóstico repassado a Lula foi o de que o elevado comprometimento do orçamento doméstico com o pagamento das dívidas tem feito com que as famílias acabem o mês sem dinheiro, situação que aumenta o mal-estar com o governo, neutralizando o quadro de redução do desemprego, geração de renda e controle da inflação.

Para auxiliares do presidente, todo o aumento de renda está se esvaindo com as dívidas.

Pelas regras em vigor, o valor total cobrado de juros e encargos financeiros no rotativo e no parcelamento da fatura do cartão não pode ultrapassar 100% da dívida principal, segundo regra aprovada em 2024. 

Uma dívida de R$ 100, que não é quitada, por exemplo, está limitada a R$ 200 após incidência dos juros e dos encargos por atraso.



FOLHA DE SÃO PAULO
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