BANCO MASTER


BC vira alvo de ataques coordenados na web por atuação no caso Master

Levantamento mostra que pico de mensagens se deu em 27 de dezembro, somando 4.560 posts

Monitoramento obtido pela reportagem mostra pico de postagens dias antes da virada do ano, com foco em ex-diretor do Banco Central responsável por vetar negócio com BRB

Instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master foram alvo de uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano.

A ofensiva, concentrada em um período de 36 horas, utilizou contas conhecidas por promover celebridades para questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos(Febraban) em relação ao processo, que está agora sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União

A estratégia se valeu de perfis de alcance massivo para disseminar narrativas favoráveis ao Master. 

Uma página acompanhada por 4,1 milhões de usuários mostrou, por exemplo, o ex-diretor do BC ao lado de fios emaranhados para sugerir negligência e desordem.

Outra publicação, feita numa conta com 25,3 milhões de seguidores, exibia uma montagem de Gomes com uma caixa de pizza e o título: “Mais rápido do que uma pizza: Renato Gomes liquida banco em 40 minutos e joga conta bilionária no seu colo”.

Os conteúdos identificados apresentam, de acordo com especialistas, elementos que podem caracterizar a prática de ilícitos penais, em especial de crimes contra a honra, considerando a forma de divulgação, o alcance, a reiteração e eventual atuação coordenada para amplificação artificial.

Se acionar a PF, a Febraban deve buscar as providências cabíveis, a identificação de autores, coautores e eventuais responsáveis pela produção, publicação e disseminação dos conteúdos.




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