TE CONTEI?
Ser um visonário nāo é a mesma coisa que acreditar
em uma ideia visionária. Hoje em dia todos no setor de fundos de pensão querem
ser visionários.
Todo mundo está tentando “reinventar”,
resignificar”, “causar disruptura”, “criar a nova era …” da previdência
complementar. Mas a verdade é que ser um “visionário”:
É muito mais uma fantasia;
Uma postura;
Uma performance.
A maior parte dos produtos de previdência
complementar que chega ao mercado acaba recuando para a zona de conforto: as
opçōes de beneficio, os benchmarks de investimentos, as abordagens de
comunicaçāo, com muitas cores e nenhuma alma.
Mas ter uma ideia visionária sobre o fundo de
pensāo do futuro, sobre uma nova soluçāo de poupança, sobre uma inovaçāo em
veículos de previdência, é diferente.
Assusta um pouco as pessoas e pode não fazer
sentido nenhum. É irrazoável, inconveniente e não se encaixa perfeitamente no
planejamento estratégico corrente.
É algo que o mercado ainda não consegue
compreender, mas que se apressará em reivindicar para si assim que alguém
desconhecido provar que é possível.
É o alvo inatingível/atingível. É o paradoxo que
atrai todo mundo em sua direção. Veja a Tesla. A ideia visionária nāo foi o
carro elétrico.
A ideia visionária foi acreditar integralmente em
acabar com a era da combustāo. O carro foi um meio de disseminar essa crença. O
produto era o meio de provar isso, não o ponto principal.
Se a ideia central da Tesla fosse “temos um carro
com grande autonomia e baixo custo por quilômetro”, teria caído no
esquecimento, exatamente como todas as outras startups racionais de EV
(veículos elétricos) que a antecederam.
Quando você adota uma crença dessa magnitude como
princípio, você desbloqueia um momentum irracional.
As pessoas nāo compram coisas, elas compram o futuro
que você diz ser inevitável. O produto, a soluçāo, simplesmente permite que
eles participem dele.
A grande ideia visionária é o que une. É o que
motiva. Ela atrai talentos, clientes, parceiros e cultura em torno de um centro
gravitacional.
Visonário nāo é o produto, visonário é a crença.
Eu, por exemplo, acredito num veiculo de poupança
previdenciária diferente de tudo que está por aí, que vai entregar segurança
financeira de verdade ao longo da vida e até o fim dela - e nāo um saldo de
conta que só pode ser usado a partir de determinada idade e tem o grande risco
de acabar antes de você.
EDER CARVALHAES DA COSTA E SILVA - atuário
Fonte: “Being a visionary is not the same as
believing in a visionary idea”, Diego Borgo.
PREVDIGEST