CAPITAL HUMANO


Brasil desperdiça seu capital humano

Segundo estudo do Banco Mundial, o brasileiro acumula apenas metade do capital humano de um americano por meio do mercado de trabalho. Educação insatisfatória ajuda a explicar a desvantagem

Um novo indicador lançado pelo Banco Mundial para mensurar quão efetivamente um país constrói seu capital humano coloca o Brasil em uma incômoda posição intermediária, ainda que superior à da maioria dos países latino-americanos, com exceção do Chile e do Uruguai.

Dos 325 pontos possíveis, o Brasil obteve 203, acima da média global (186), bem como daquela da América Latina e Caribe (194), mas bem distante da pontuação do país mais bem colocado, o Japão (284). Os EUA marcaram 252 pontos.

O Índice de Capital Humano+ (HCI+, na sigla em inglês) acompanha a probabilidade de que uma criança cresça e se transforme em um adulto saudável, educado e produtivo. Para calcular o HCI+, o Banco Mundial leva em conta três pilares do desenvolvimento humano: saúde, educação e emprego.

No quesito saúde, o Brasil ficou mais perto da pontuação considerada ideal (50), obtendo 44 pontos. Já em educação, o Brasil fez 115 pontos (188 era a marca ideal), enquanto em trabalho obteve44 (contra um ideal de 87). 

A distância entre a pontuação ideal e a obtida em educação é a que mais afeta negativamente o desempenho brasileiro, segundo o Banco Mundial.

Cada ano de educação universitária eleva o HCI+ em 16 pontos, refletindo o valor agregado de habilidades avançadas.

Contudo, quando técnicas e aprendizados conquistados por meio da educação não são utilizados no mercado de trabalho, o capital humano sofre uma erosão.




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