FGC


São muitas as instituições prejudicadas com o caso Master. Hoje, explico como o banco de Daniel Vorcaro diminuiu, em bilhões, o patrimônio do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Um balanço divulgado nesta semana mostrou que o fundo terminou o ano passado com um déficit de R$ 17,1 bilhões.

Rebobinando… Instituições ligadas ao ex-banqueiro foram liquidadas entre 2025 e 2026. 

Essa operação acontece quando o Banco Central avalia que a situação de uma empresa é irrecuperável. Seu funcionamento é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro.

É nesse cenário que o FGC entra em cena. A associação protege os brasileiros contra a falência de instituições e garante a devolução de investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD.

•      Há um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O fundo reservou R$ 40,6 bilhões para pagar os credores após as liquidações do Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank. Com o fechamento do Will Bank e Pleno, foram separados mais R$ 11,2 bilhões.

Ao todo, foram provisionados R$ 51,8 bilhões e R$ 49 bi foram pagos. O resto será desembolsado quando os investidores se cadastrarem nas plataformas do FGC para solicitar o reembolso.

Além disso… O FGC também foi impactado pelo empréstimo dado à instituição de Vorcaro em maio de 2025 para que o banco seguisse de pé enquanto negociava sua venda ao BRB (Banco de Brasília).

A operação foi estruturada com liberação semanal de valores, com a emissão de letras financeiras em favor do FGC. Ao final de 2025, o saldo totalizava R$ 5,7 bilhões.

Ajudinha antecipada. Por causa dos gastos com o banco de Vorcaro, o fundo aprovou um adiantamento de 60 meses de contribuições. A associação recebeu R$ 32,2 bilhões, o que deixou o patrimônio líquido em R$ 118,5 bilhões no fim do primeiro trimestre de 2026.

O valor saiu do depósito compulsório de cada uma das instituições no Banco Central.

Este é, em termos de volume financeiro, o maior resgate da história do fundo. Até então, o desembolso mais alto foi o do Bamerindus, em 1997, de cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais.



FOLHA DE SÃO PAULO
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