Recentemente, a marca de moda ultrarrápida Shein
comprou a varejista norte-americana Everlane. A chinesa adquiriu a fatia
majoritária que pertencia à L Catterton, empresa apoiada pelo conglomerado de
luxo LVMH.
↳ O valor da venda não foi divulgado, mas o site
Puck News fala em US$ 100 milhões (R$ 501 mi).
A Everlane ficou conhecida por ser uma "marca
sustentável" e tinha como meta atingir US$ 1 bilhão por ano em vendas. Em
2016, disse que era avaliada em US$ 250 milhões (R$ 1 bi).
📝 Letras miúdas. A companhia norte-americana
permanecerá uma marca independente. A aquisição é uma forma de expandir o
alcance global da marca e “acelerar” sua visão, diz o CEO Alfred Chang.
A aquisição realizada pela Shein não é uma
transação isolada.
👟O conglomerado chinês de artigos esportivos Anta
comprou uma participação de 29% na alemã Puma por 1,5 bilhão de euros (cerca de
R$ 7,5 bi).
☕ A suíça Nestlé vendeu sua participação majoritária
na rede americana Blue Bottle Coffee para a Centurium Capital, acionista
controladora da chinesa Luckin Coffee.
O mercado do segundo país mais populoso do mundo
ficou pequeno demais para as marcas chinesas. Anos de forte concorrência
doméstica e pressão deflacionária (quando a oferta supera a demanda)
impulsionam a expansão das companhias da China.
• Foram
US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) em acordos de bens de consumo no
exterior no primeiro trimestre do ano, quase todos na Europa e na América do
Norte.
• US$ 6,8
bilhões (R$ 34 bilhões, aproximadamente), o total de negociações do ano
passado, foi o maior desde 2018, segundo dados da consultoria Rhodium Group.
Esse setor é um dos poucos que permanece
relativamente aberto ao investimento chinês em economias avançadas, segundo
especialistas. E adquirir marcas estrangeiras estabelecidas é um caminho mais
rápido e eficaz do que construir do zero.
E não para nos bens de consumo. Foram US$ 27
bilhões (R$ 135 bi) em fusões e aquisições realizadas pela China no ano
passado, o maior valor desde 2020. O resultado foi impulsionado por negócios no
setor de mineração.
↳ O Brasil foi o principal destino dos aportes no
período: foram US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões), segundo um
levantamento do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China).
🇺🇸 Chinesas querem os EUA. As marcas buscam expandir
suas atividades no maior rival econômico da atualidade.
Na Europa, empresas chinesas estão sob
investigação. A Shein tirou do ar a venda de bonecas sexuais, armas como
socos-ingleses e outros objetos após denúncias de um órgão de vigilância
francês. O país tentou suspender a varejista, mas foi negado.
FOLHA MERCADO