COTA CHINESA


Aí vai uma notícia não muito boa para os produtores de carne: o país atingiu 50% das cotas impostas pela China e, nesse ritmo, deve ultrapassar o limite antes de agosto.

🇨🇳 Recapitulando: em dezembro, Pequim estabeleceu tarifas de 55% sobre a importação desse alimento acima de uma determinada quantidade. Brasil, Argentina e Uruguai foram alvo.

No caso brasileiro, o limite é de 1,1 milhão de toneladas. Para o Uruguai, por exemplo, o teto é de 324 mil toneladas.

Autoridades chinesas definiram as taxas como “medidas protecionistas" e afirmaram que serão gradualmente reduzidas. Pesquisadores acreditam que a compra da carne bovina estrangeira prejudicou a indústria local.

🐂 E por que importa? O país asiático é o maior comprador da proteína brasileira. Em 2025:

•      2,1 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango foram enviadas à China.

•      48,1% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil vai ao país asiático

O Ministério da Agricultura e Pecuária estima que haverá uma redução na demanda chinesa pela carne bovina de cerca de 35%, o equivalente a 600 mil toneladas, na comparação com 2025.

Agora, o Brasil busca outros mercados para reduzir as perdas, como os Estados Unidos.

🔦 Luz fraca no fim do túnel. O governo Trump tinha planos de diminuir as tarifas para o alimento que vem de fora do país. A intenção era reduzir o preço do produto. Sim, mas o plano foi adiado.

O rebanho dos EUA está no menor nível em 75 anos, resultado de secas e custos elevados.

Se a proposta avançar, deve fortalecer a operação das companhias brasileiras que exportam para os EUA, principalmente JBS, MBRF e Minerva. Atualmente, o país só pode vender 65 mil toneladas de carne sem tarifa, e a quantidade excedente é taxada em 26%.

O limite anual foi atingido logo em janeiro e, segundo dados do governo dos EUA, o Brasil exportou US$ 795 milhões do produto no primeiro trimestre, 21% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Atualmente, somos o maior exportador e produtor da proteína.

🇦🇷 Ajuda dos hermanos. Em fevereiro, os EUA ampliaram a quantidade de proteína da Argentina, em uma tentativa de conter os preços. Agora, o país poderá exportar 100 mil toneladas ao mercado americano, segundo o governo argentino.



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