BIG TECH


👋 Meta passa a faca

Grandes demissões em big tech se tornaram uma tradição anual. A maneira como os executivos explicam essas decisões, no entanto, mudou.

Saem de cena palavras como “eficiência” e “contratações excessivas” para dar lugar a uma justificativa em comum: a inteligência artificial.

Ontem, foi a vez da Meta. A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp anunciou que demitirá 10% de sua força de trabalho, cerca de 8.000 funcionários. Também fechará 6.000 vagas em aberto.

O recado já foi dado. "Acho que 2026 será o ano em que a IA começará a mudar dramaticamente a maneira como trabalhamos", afirmou Mark Zuckerberg em janeiro.

O CEO da Meta disse que grande parte do trabalho realizado na indústria será eventualmente substituído por sistemas alimentados por IA, como assistentes de programação que ajudam engenheiros a desenvolver software.

O objetivo de Zuckerberg...  É alcançar a liderança nesse setor. A companhia avança, mas ficou atrás de rivais como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de modelos fundamentais de IA.

Para recuperar o atraso, a Meta investiu mais de US$ 70 bilhões na tecnologia, em gastos com data centers, semicondutores e instalações.

Para 2026, são esperados aportes de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões, e grande parte disso será destinada à inteligência artificial.

Déjà vu. Em 2025, a Amazon anunciou um plano ainda mais ousado: demitir 30 mil funcionários. O CEO da empresa, Andy Jassy, informou que os empregos estariam em risco devido à inteligência artificial.

A onda respingou no Mercado Livre. A empresa fez uma primeira rodada de cortes ligada à expansão da tecnologia, ainda que em escala bem menor. Em janeiro, foram 119 demissões na América Latina, 38 delas no Brasil.

Já a Microsoft criou, pela primeira vez, um programa de demissão voluntária. Entenda aqui como funciona.



FOLHA MERCADO
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