Deflação do IPCA reforça expectativa de novo corte
de juros na próxima reunião do Copom
- Analistas projetam baixa de 0,25 ponto percentual na Selic na
semana que vem; taxa iria a 13,75%
- Índice cai em agosto sob impacto da redução nos preços de energia,
passagem aérea, alimentos e combustíveis
A deflação do IPCA (Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo) em agosto reforçou a expectativa de novo corte de
0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
O
colegiado do BC (Banco Central) volta a se reunir na
terça-feira (15) e na quarta (16) para definir o patamar da Selic, que está em 14% ao ano.
Caso
as projeções se confirmem na semana que vem, a taxa de juros terá o quinto
corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, recuando a 13,75%.
O IPCA registrou queda de 0,32% em agosto, segundo
dados divulgados nesta sexta (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística).
Essa deflação foi puxada pelo recuo na conta de
luz, que teve alívio temporário do bônus de Itaipu. Também houve reduções nos
preços de passagem aérea, parte dos alimentos e combustíveis.
O PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre cresceu 0,5%, abaixo da alta registrada nos três primeiros meses do ano (1,1%).
"Como a inflação tem mostrado algum alívio nos
últimos meses e o câmbio também vem se comportando de forma favorável,
esperamos que o Banco Central decida por um corte de 0,25 ponto percentual na
Selic, para 13,75% ao ano", afirmou a economista Claudia Moreno, do C6
Bank.
"Nossa projeção é que os juros sejam mantidos
nesse patamar [13,75%] até o fim de 2026", acrescentou.
FOLHA DE SÃO PAULO