Alerta que alta persistente dos preços dura mais do
que o previsto.
- FMI prevê inflação global de 4,7% em 2026, acima dos 4,1%
registrados no ano anterior
- Guerras e interrupções nas cadeias de abastecimento mantêm preços
de matérias-primas elevados
O FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou,
nesta terça-feira (6), que a alta contínua dos preços de produtos básicos, como
alimentos e energia, impulsionada pelas guerras no Irã e na Ucrânia, está sendo
mais persistente do que se previa.
Os preços globais de muitas matérias-primas
permanecem elevados há vários anos, primeiro devido às interrupções nas cadeias
de abastecimento causadas pela pandemia de Covid-19 e depois pelas guerras na
Ucrânia e no Irã.
"Os
preços dos produtos de primeira necessidade, em relação a outros bens,
continuam subindo há mais de um ano (...) e permanecem persistentemente
elevados", afirmou o FMI em uma publicação em seu blog.
"Como
resultado, as pessoas enfrentam não apenas um aumento temporário dos custos de
alimentos e energia, mas também uma deterioração duradoura de seu poder de
compra de produtos básicos em comparação com outros artigos".
Os
salários têm dificuldade para acompanhar as persistentes pressões sobre os
preços.
A guerra no Irã, iniciada em fevereiro deste ano,
impulsionou a inflação global e levou o FMI a revisar para
cima sua previsão para o índice, que deve atingir 4,7% no mundo em 2026, ante
4,1% no ano anterior.
O FMI prevê publicar na próxima semana a parte
principal da atualização de seu relatório 'Perspectivas da Economia Mundial',
com novas projeções para o crescimento e a inflação globais.
O fundo alertou que as consequências dos chamados
choques de oferta vão muito além de "alguns meses de inflação mais
alta".
FOLHA DE SÃO PAULO