Segundo estudos divulgados na quarta-feira pelo jornal Handelsblatt e a revista Focus, o crescente número de imigrantes, em particular de outros países da União Europeia, tem ajudado a melhorar a situação financeira do sistema de saúde, bem como dos fundos de pensão da Alemanha.

Dados do Plano de Pensão Estatutário Alemão revelam que as contribuições para fundos de pensão e seguros-saúde são estáveis ​​no país graças ao aumento do número de imigrantes, reportou o Handelsblatt.

O número de estrangeiros que contribui para os planos previdenciários aumentou 53% - ou 1,7 milhões de pessoas - entre 2008 e 2015. O número de contribuintes de outros países da União Europeia praticamente dobrou, chegando a 2 milhões.

A chefe da Associação Nacional de Fundos Estatais de Seguro de Saúde (GKV), Doris Pfeiffer, explicou que as reformas recentes na saúde deveriam tornar os seguros mais caros mas, de fato, as contribuições quase não aumentaram. Segundo Pfeiffer, isso se deve aos imigrantes recém-chegados, em geral mais jovens, saudáveis ​​e altamente qualificados, advindos particularmente dos países da União Europeia.

A revista Focus, que também teve acesso aos dados divulgados pela GKV, informou que a receita proveniente de cada segurado aumentou mais do que se via há anos. Tanto que, em 2017, a expectativa é por um superávit de pelo menos 1,5 bilhão de euros no sistema.

“O GKV está se beneficiando do aumento significativo de imigrantes e, consequentemente, do número adicional de contribuintes”, disse Pfeiffer à revista Focus, acrescentando que, além de profissionais europeus, esses novos contribuintes incluem pessoas que receberam asilo.

Como muitos dos novos contribuintes são jovens, eles raramente ficam doentes, o que significa que eles demandam menos recursos. Outra consequência da relativa pouca idade dos imigrantes que contribuem para o sistema previdenciário é que eles ainda tem muito tempo até a aposentadoria e, portanto, um período contributivo maior, diz a publicação.

“Os números mostram que a imigração está funcionando bem para o mercado de trabalho alemão”, declarou Peter Weiß, especialista previdenciário do partido CDU, ao jornal Handelsblatt.

Hilde Mattheis, especialista em saúde do partido SPD, de centro-esquerda, enfatiza que os números também demonstram que a imigração não só enriquece a Alemanha culturalmente, “mas, de forma bastante concreta, o nosso sistema previdenciário”.

Número recorde de imigrantes

Dados mais recentes do governo sobre imigração mostram que 2015 registrou a entrada de um número recorde de imigrantes no país: 2,14 milhões de pessoas. Trata-se de um aumento significativo de cerca de 46% em relação a 2014. 45% dos imigrantes vieram de países da União Europeia.

O número de pessoas que deixaram o país também atingiu um recorde de cerca de um milhão de pessoas, sendo a grande maioria estrangeiros. Os sírios constituem o maior grupo de imigrantes, com 15,3% do total, seguidos pelos romenos (10%) e polacos (9,2%).

A população alemã no final de 2016 também era a maior já registrada, com cerca de 82,8 milhões de pessoas. Os especialistas observam que, sem imigração, a população provavelmente encolheria, dado que o número de mortes há anos vem superando a taxa de natalidade.



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