DÓLAR & BOLSA


Ontem, o dólar teve forte queda e fechou cotado a R$ 5,206 —menor valor desde 28 de maio de 2024.

A desvalorização foi global: o índice DXY, que compara a moeda a outras seis fortes, caiu 1,3%. Esse é o menor patamar em quatro anos.

O que explica esse fenômeno? Preocupações de investidores com a condução das políticas monetárias, de comércio exterior e relações internacionais do governo de Donald Trump.
A terça-feira também foi favorável para a Bolsa de Valores brasileira, que fechou a 181.919 pontos, um novo recorde. 

Influências internas. A leitura do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, considerado a prévia da inflação oficial) ajudou na valorização dos ativos. 
O indicador veio ligeiramente abaixo do esperado para janeiro: o avanço foi de 0,2% na base mensal. A expectativa era de 0,22%, segundo a Bloomberg. 
A divulgação aconteceu na véspera da primeira decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. A previsão é de manutenção dos atuais 15% ao ano, mas o IPCA-15 abriu portas para que o colegiado indique o início do ciclo de cortes da taxa. 

  • Se a inflação cai, a moeda brasileira ganha mais força. 

A Bolsa também se beneficia com juros reduzidos: se a renda fixa paga menos, há um estímulo para que os investidores procurem ativos com retornos mais altos. 

O mercado vê espaço para a B3 continuar subindo ao longo do ano, mesmo com previsão de volatilidade por causa das eleições presidenciais de outubro.

↳ Estrangeiros estão investindo no mercado brasileiro, motivados pelas recentes tensões geopolíticas. Explicamos, nesta edição aqui, como isso é favorável para nós. 



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