TE CONTEI


Em um estudo com 700.000 pessoas feito em 2019, os pesquisadores das universidades de Harvard e Boston descobriram que otimismo - definido como a expectativa, em geral, de que coisas boas acontecerão - está conectado com longevidade.

Mais especificamente, homens e mulheres mais otimistas, em média, têm uma expectativa de vida 11% a 15% mais longa do que os menos otimistas.

O curioso é que a relação entre otimismo e longevidade se mostrou independente dos fatores mais óbvios para se viver mais, incluindo condições de saúde, nível de renda, relacionamentos e hábitos alimentares.

Em outras palavras, o efeito do otimismo não podia ser explicado pelos “suspeitos de sempre” para se viver mais, presentes em todos os estudos sobre longevidade.

Só que tem uma diferença entre otimismo passivo e otimismo ativo.

Otimismo real não tem a ver com uma crença passiva, mas sim com uma forma de ver as coisas que impactam aquilo que você faz.

Em uma meta-análise de 50 estudos envolvendo mais de 11.000 indivíduos, feita em 2006 por Suzanne Segerstrom e Lise Solberg Nes, descobriu-se que as pessoas otimistas, consistentemente, confrontam os fatores que as estressam.

Os otimistas ativos se engajam com o stress, ao invés de evitarem-no. Eles não negam a presença da dificuldade, eles caminham adiante enquanto os pessimistas se afastam.

Os pesquisadores explicaram da seguinte forma:

A ação segue a crença positiva. Simplificando, a crença de que as coisas vão melhorar incentiva a ação para que isso se torne realidade.

Já otimismo passivo tem a ver, eminentemente, apenas com a crença. Acreditar que tudo vai dar certo, uma fé cega.

Enquanto otimismo ativo tem a ver com crença e ação. Acreditar que as coisas vão dar certo e agir para fazer com que assim seja, é uma fé conquistada.

O otimismo passivo não funciona pelo mesmo motivo que o pessimismo: porque não se move, não faz nada, fica esperando as coisas acontecerem. O otimista passivo não age, porque acha que não precisa.

A verdade é que o otimismo passivo muitas vezes se disfarça de paciência, fé ou até mesmo sabedoria. 

É a carreira que se vai se resolver sozinha. É a dificuldade no relacionamento que vai desaparecer com o tempo. É o problema de saúde que eventualmente se resolverá.

Acreditar é ótimo, ter fé é excelente, mas, sem ações apropriadas, tudo isso é a receita para uma decepção duradoura.

A mentalidade do otimista ativo envolve crença e ação:

Parta sempre do princípio de que as coisas vão dar certo e em seguida, trabalhe para que isso se torne realidade. Essa combinação cria uma confiança tranquila que lhe permite tolerar a incerteza melhor do que qualquer outra coisa.

E você? É um pessimista, um otimista passivo ou um otimista ativo com relação ao futuro dos fundos de pensão? Me conta aí nos comentários.




EDER CARVALHAES COSTA E SILVA
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